sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Barbárie na Suíça

A Quinta Raça-raiz – esta que fazemos parte – começou após a submersão da Atlântida, continente que ocupava grande parte do que hoje é o oceano Atlântico. A Quinta Raça iniciou milhares de anos atrás com os povos hindus, depois os persas, egípcios e gregos, até chegar à época dominada pelos anglo-saxões, que findou há pouco. O período correspondente à Quarta Raça-raiz chamou-se Atlântico; o período correspondente à Quinta deveria chamar-se Ariano de acordo com a ciência oculta, que antevê os passos da Humanidade.

Muitos povos tentaram apropriar-se da denominação “Ariano”, na esperança de serem eles os precursores e comandantes da Quinta Raça. Quem fosse o povo ariano seria o povo escolhido, o povo superior – por isto o grande esforço em tomar para si o rótulo. Mas estas não são coisas que se possa escolher por si mesmo. Não se pode, por exemplo, chegar numa agência da CEF e fazer um discurso no qual a conclusão é que você é o ganhador da mega-sena: é necessário jogar, disputar o jogo de azar com mais alguns milhões de brasileiros e ter o cartão coincidente com o resultado. Sorte. Também não se pode, logo após a formatura, abrir um escritório e colocar uma faixa dizendo “Os melhores advogados do mundo”, por exemplo. É necessário trabalho, sacrifício e talento. Merecimento, numa palavra. Obviamente existem pessoas, descendentes de determinado grupo, que evoluíram com mais rapidez que outros povos. Impossível negar que temos, vivendo ao mesmo tempo no planeta, tribos com pessoas que ainda vivem de forma rudimentar – o que deve ser respeitado –, e cidades com pessoas que tem um modo de vida avançado e moderno. São dois extremos; ambos devem ser entendidos, assim como todos os matizes evolutivos que se localizam entre eles. Quando se mencionam os conceitos de rudimentar e moderno, involuído e evoluído, não é uma referência exclusiva a vida material, embora esta seja uma métrica na equação. A evolução humana é medida pelo crescimento concomitante do que está dentro com o que está fora.

Todos os povos que bradaram serem os legítimos arianos – portanto os superiores – se equivocaram. O povo do Irã (descendentes dos persas), por exemplo, ainda faz este tipo de associação. Mas a invocação que ficou marcada na retina da Humanidade foi a do Terceiro Reich, com a ascensão de Hitler. Nazismo passou a ser igual a doutrina ariana; massacre de judeus passou a ser obra do povo ariano; etc.. A denominação ficou marcada a ferro e fogo de tal maneira que ninguém mais a quer, ninguém mais a reivindica. Bem, estes povos – alemão, austríaco, suíço, etc. – também não são os descendentes do povo que foi escolhido para guiar a Quinta Raça, mas continuam a comportar-se como se fossem.

A mistura de soberba por se tratarem de uma civilização com alto grau de desenvolvimento material, com o medo que uma desnutrição moral e ética provoca, faz com que grupos xenófobos continuem perpetuando práticas bárbaras e violentas, como esta que vitimou uma brasileira grávida na Suíça.

Pode-se argumentar que são exceções, que são uns poucos que mancham a história passada e presente de uma nação. Não são. Estes grupos são o reflexo do pensamento real e mais profundo de toda uma civilização que conserva uma máscara de correção, mas que tolera estas ações por estarem de acordo com seus mais ocultos sentimentos.

A mesma sociedade que não tolera estrangeiros nas suas ruas alicia, importa, sequestra e contrabandeia homens, mulheres e crianças do Brasil para serem modelos, jogadores de futebol, prostitutas, michês e doadores de órgãos.

A mesma sociedade que mantém uma aura de correção, civilidade, pureza, moralidade e ética, vem uma vez por ano em férias ao Brasil utilizar-se de serviços sexuais baratos e fartos, em todas as faixas etárias e modalidades imagináveis.

Todas as raças e etnias são habitantes do planeta e devem ser respeitadas. Quem sabe mais ensina os que sabem menos; quem pode ajuda os que precisam; quem tem mais compartilha com quem tem menos; os mais sábios orientam os caminhos a serem trilhados. Tão simples e, ao mesmo tempo, nos parece tão distante, não?