quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Steiner e o nosso aprendizado


Rudolf Steiner proferiu dez conferências em Karlsruhe (Alemanha), em outubro de 1911, que foram organizadas no livro “De Jesus a Cristo”, editado no Brasil pela Antroposófica. No final do último capítulo – Liberdade e redenção – Steiner faz considerações sobre a contribuição que pôde ser feita naqueles dias de estudos para a evolução da humanidade:
“Só pudemos juntar, de cada vez, alguns elementos isolados; mas estes constituem uma contribuição para o grande templo espiritual da humanidade – desde que atuem em nossa alma de maneira a fazer-nos sentir um impulso para maiores buscas e desenvolvimento no caminho cognitivo. O melhor que podemos levar, de tal consideração baseada na Ciência Espiritual, é o fato de termos aprendido mais alguma coisa para atingir nossa meta, e de termos enriquecido nossos conhecimentos. Qual é esta meta? Saber, cada vez melhor, o quanto ainda nos falta para sabermos mais; e devemos ser cada vez mais permeados pela sabedoria desta antiga sentença socrática: ‘Quanto mais aprendemos, melhor sabemos o quão pouco sabemos. ’ Mas esta sentença só será proveitosa quando sentirmos não como revelação de uma resignação destituída de ações e metas, mas como profissão de fé de um querer e de um almejar vivos, em busca de conhecimentos cada vez mais amplos. Não confessemos nossa ignorância dizendo que, já que não podemos saber tudo, melhor é nada aprender e cruzar os braços! Esse seria um resultado deveras errôneo de nossas considerações esotéricas. A atitude correta é sentir o ânimo para buscar sempre mais e considerar o aprendido como um degrau; precisamos sempre dar novos passos para chegar a degraus mais elevados.” (Extraído das páginas 193 e 194, 2ª edição; negritos do blog)

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